{"id":1250,"date":"2022-11-04T10:04:26","date_gmt":"2022-11-04T13:04:26","guid":{"rendered":"http:\/\/sescpiaui.com.br\/escreversemfronteiras\/?p=1250"},"modified":"2022-11-17T10:46:12","modified_gmt":"2022-11-17T13:46:12","slug":"na-ponta-dos-pes-por-ana-karynne-belchior","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sescpiaui.com.br\/escreversemfronteiras\/index.php\/2022\/11\/04\/na-ponta-dos-pes-por-ana-karynne-belchior\/","title":{"rendered":"Na ponta dos p\u00e9s, Por Ana Karynne Belchior."},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/sescpiaui.com.br\/escreversemfronteiras\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/image003-388x220-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1045 aligncenter\" src=\"http:\/\/sescpiaui.com.br\/escreversemfronteiras\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/image003-388x220-1-300x170.jpg\" alt=\"\" width=\"388\" height=\"220\" srcset=\"http:\/\/sescpiaui.com.br\/escreversemfronteiras\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/image003-388x220-1-300x170.jpg 300w, http:\/\/sescpiaui.com.br\/escreversemfronteiras\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/image003-388x220-1.jpg 388w\" sizes=\"auto, (max-width: 388px) 100vw, 388px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Era uma tarde ensolarada. O sol bastante forte, t\u00edpico da regi\u00e3o em que moro, aquecia a cidade. Ele n\u00e3o era um empecilho. N\u00e3o para minha irm\u00e3. Naquele dia e em todos os outros ela me acomodou na garupa de sua bicicleta e me levou para minha aula de bal\u00e9. Muito menos para mim, que amava observar cada cantinho em que pass\u00e1vamos pelo caminho, principalmente todas aquelas pessoas e seus trejeitos. A cada pedalada me sentia mais animada. Era o sinal de que est\u00e1vamos cada vez mais perto da chegada.<\/p>\n<p>Entrando naquela imensa sala (sim, para mim era imensa), podia sentir as melhores sensa\u00e7\u00f5es do mundo. Ah, o bal\u00e9! Naquele espelho enorme que me cercava, conseguia ver o reflexo de uma grande bailarina deslizando e saltando pelo ch\u00e3o de madeira que soava de forma t\u00e3o peculiar. Sem contar aquela barra longa e firme na qual apoiava meu corpo, mas, sobretudo, meus singelos sonhos. Sentia-me a flutuar pelo sal\u00e3o com o toque da melodia ao fundo. Era o meu lugar preferido em todo o mundo, sem nem ao menos ter conhecido qualquer outro.<\/p>\n<p>Entretanto, em um dia incomum e nublado, a minha querida sorte resolveu sumir como fuma\u00e7a. A escola fechou as portas. E com elas, o meu ent\u00e3o desejo. N\u00e3o consegui compreender. As coisas n\u00e3o eram t\u00e3o simples como eu imaginava que fossem. E ali, fiquei sem entender o que isso significaria para mim. Com o tempo, as circunst\u00e2ncias, os medos, as inseguran\u00e7as, as responsabilidades e as preocupa\u00e7\u00f5es come\u00e7aram a surgir sem sequer avisar. Indefesa, precisei firmar os p\u00e9s no ch\u00e3o e aprender a ser forte. J\u00e1 n\u00e3o sou mais t\u00e3o pequena, tampouco bailarina. Por\u00e9m, os sonhos de menina despertados naqueles poucos momentos ainda permanecem vivos, mesmo que adormecidos pelo tempo\u2026 E quem sabe por isso, talvez um dia eu volte a ficar na ponta dos p\u00e9s e veja o mundo com aqueles mesmos olhos outra vez.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Era uma tarde ensolarada. O sol bastante forte, t\u00edpico da regi\u00e3o em que moro, aquecia a cidade. Ele n\u00e3o era um empecilho. N\u00e3o para minha irm\u00e3. Naquele dia e em todos os outros ela me acomodou na garupa de sua bicicleta e me levou para minha aula de bal\u00e9. 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