{"id":1238,"date":"2022-11-04T09:51:17","date_gmt":"2022-11-04T12:51:17","guid":{"rendered":"http:\/\/sescpiaui.com.br\/escreversemfronteiras\/?p=1238"},"modified":"2022-11-04T09:51:17","modified_gmt":"2022-11-04T12:51:17","slug":"quando-a-chuva-molha-a-alma-por-anchieta-mendes","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sescpiaui.com.br\/escreversemfronteiras\/index.php\/2022\/11\/04\/quando-a-chuva-molha-a-alma-por-anchieta-mendes\/","title":{"rendered":"Quando a chuva molha a alma, por Anchieta Mendes"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-1153\" src=\"http:\/\/sescpiaui.com.br\/escreversemfronteiras\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/maquina-de-escrever-velha-em-um-desktop-com-rosas-brancas_1104-70-300x174.jpg\" alt=\"\" width=\"388\" height=\"226\" srcset=\"http:\/\/sescpiaui.com.br\/escreversemfronteiras\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/maquina-de-escrever-velha-em-um-desktop-com-rosas-brancas_1104-70-300x174.jpg 300w, http:\/\/sescpiaui.com.br\/escreversemfronteiras\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/maquina-de-escrever-velha-em-um-desktop-com-rosas-brancas_1104-70.jpg 626w\" sizes=\"auto, (max-width: 388px) 100vw, 388px\" \/><\/p>\n<p>O c\u00e9u nublado, \u00e1rvores secas e esquel\u00e9ticas ornamentavam os arredores da casa antiga. Mercedes pisoteando os escombros foi at\u00e9 a janela lateral. Esta esquadrinhava o vasto mato de cores cinza. Recostou-se no peitoral e quando se voltou o passado veio claro. Mercedes viu o pai, naquele dia, chegar b\u00eabado. O rosto avermelhado, a voz travada. Quando bom, as palavras saiam com dificuldades. Poucos entendiam os significados. L\u00e1 fora o c\u00e9u empalideceu. O vento varria gravetos e as \u00e1rvores envergavam. As galinhas corriam no terreiro em algazarras. O c\u00e9u escurecia rapidamente. Sua irm\u00e3 Francisca chegou da vizinha resfolegante. \u201cCuida! Vamos fechar as janelas. A chuva est\u00e1 vindo como nunca\u201d.<\/p>\n<p>O pai deitou-se no ch\u00e3o frio como de costume. Resmungou qualquer coisa indecifr\u00e1vel. N\u00e3o se interessou pela chuva a vir, apesar de sempre esperar por ela. Mercedes n\u00e3o se mexeu em raz\u00e3o do pai. Ficou na porta a ver a situa\u00e7\u00e3o l\u00e1 fora e a ouvir as vozes das irm\u00e3s no quarto. A m\u00e3e n\u00e3o se interessava por nada, a n\u00e3o ser o marido estendido no ch\u00e3o da sala e o aguaceiro por vir.<\/p>\n<p>Mercedes ajudou as irm\u00e3s o mais r\u00e1pido poss\u00edvel. Correu \u00e0 janela para ver a chuva. N\u00e3o tinha chegado, mas o cheiro estava no ar. Olhava para a estrada \u00e0 dist\u00e2ncia. Olhava para o pai na sala deitado no ch\u00e3o, a n\u00e3o sonhar com a chuva. E ele n\u00e3o a viria t\u00e3o torrente, t\u00e3o forte capaz de deixa-los quase \u00e0 deriva. A m\u00e3e deixou-o morto e n\u00e3o precisou dele para buscar formas de n\u00e3o se envolverem no dil\u00favio. Por mais que sentisse d\u00f3 dele, Mercedes sabia, no \u00edntimo, a cada dia o desprezo aumentar. Era um pai doutro mundo. Era um pai presente-ausente. Era um pai de lascar. Olhava agora para a m\u00e3e. Corpo esqu\u00e1lido, de ossos do peito a estufarem-se. Os olhos quase n\u00e3o cabiam nos c\u00f4ncavos. A pele presa aos ossos e aos nervos e \u00e0s juntas. Pele ressequida e sugada. As pernas finas a formarem dois arcos. Os cabelos tingidos aqui e ali de branco e ruins de serem penteados. Ficava a se pensar como aquela mulher pariu cinco filhas com aquele corpo que mal se firmava em p\u00e9. \u00c0s vezes temia em a m\u00e3e se desmoronar e os ossos se espalharem pelo ch\u00e3o. Era uma mulher de apar\u00eancia fraca, mas forte na luta, na lida, nas resolu\u00e7\u00f5es. Pecava pelo amor desvairado, pela inoc\u00eancia no pensar e no agir pelo marido long\u00ednquo. N\u00e3o entendia a m\u00e3e, ou se fazia por n\u00e3o entender. Por que aquele amor de um s\u00f3. Por que sofrer tanto por um homem. Procria\u00e7\u00e3o? Carne? Carne era s\u00f3 o que ele trazia na feira do m\u00eas, e s\u00f3. O resto as mulheres da casa tratavam de conseguir \u00e0s duras penas.<\/p>\n<p>Ela chegou, aos poucos, perpendicular vindo da estrada, subir o alto, banhar as podas das \u00e1rvores, tingir as cores encardidas das casas. Mercedes viu a chuva vir de tal forma branda para depois forte. Veio \u00e0 mente a figura de Paulo, amigo de Francisca e que se tornou amigo de todas. Lembrou porque ele era como a chuva, apesar de sempre tardia, passageira. Vinha sempre, saltitante, mas logo ia a deixar reverbera\u00e7\u00e3o no ar. Logo se esqueceu da imagem fugidia daquele que seria o ponto cego da vis\u00e3o. Deixou-se a ver a chuva a tamborilar nas telhas, aos poucos e logo constante. N\u00e3o quis ouvir as irm\u00e3s no quarto a rirem. A m\u00e3e chegou-se perto e as duas ficaram mudas, pelo v\u00e3o da janela, a ver aquela coisa rara. Cada uma ao seu modo.\u00a0 As irm\u00e3s no quarto, agora a rirem. Quis rir tamb\u00e9m, e assim o fez, de forma suave, a receber a chuva do caju. E nunca soube o porqu\u00ea do caju. Naquelas bandas a fruta era rara, quase a n\u00e3o existir.<\/p>\n<p>Foi assim serena, control\u00e1vel, no princ\u00edpio, que as \u00e1guas de setembro molharam as lembran\u00e7as de Mercedes. O pai deitado no ch\u00e3o da sala, b\u00eabado. A m\u00e3e sem tantas palavras, mas nos olhos o brilho a espelhar os pingos d\u00b4\u00e1gua. As irm\u00e3s, no in\u00edcio, a rirem de qualquer coisa. Mas nem tudo foi assim. Tudo foi aos poucos, como qualquer chuva a banhar aquelas terras gris. Choveu. Choveu como nunca. Na propor\u00e7\u00e3o que as \u00e1guas caiam, o cen\u00e1rio mudava. A casa edificada no alto parecia estar segura de prov\u00e1vel inunda\u00e7\u00e3o. Mas o que se veria nas pr\u00f3ximas horas foi de causar medo. Os risos das meninas se foram, aos poucos.<\/p>\n<p>Quando a noite chegou, e o pai ainda b\u00eabado e jogado, a chuva veio junto. A luz dos postes era pouca para se enxergar o que acontecia l\u00e1 embaixo. O caminho a dar na casa, em um dos lados, havia declive acentuado. Existia um v\u00e3o convexo. Uma esp\u00e9cie de a\u00e7ude sem \u00e1gua. Na beira da estrada, um bar. No in\u00edcio da chuva, alguns b\u00eabados celebravam em brados. Ouvia-se copos a se quebrarem e garrafas tilintarem. Mas depois apenas a chuva. Foi quando a luz se foi. Os risos das meninas tamb\u00e9m. O pai naufragado no \u00e1lcool. A m\u00e3e, agora, preocupada. Todas trataram de buscar as lamparinas, as velas, algo para as iluminarem. As telhas cantavam, dan\u00e7avam \u00e0 chuva, explodiam em melodias agudas. Sentiam-se os respingos por entre elas, como se aspergissem \u00e1gua benta naquelas pecadoras. O pai n\u00e3o sentia, estava morto, e n\u00e3o era novidade morrer a cada dia. A chuva a aumentar.\u00a0 Os olhos das irm\u00e3s, apesar de Francisca ser a mais velha, a expressarem medo.<\/p>\n<p>As casas vizinhas, distantes, Mercedes tentava ver as frouxas luzes pelos rasgos das portas. Eram luzes disformes. Os grossos pingos da chuva turvavam a vis\u00e3o.\u00a0 N\u00e3o conseguia enxergar o que, pela manh\u00e3, seria o mar l\u00e1 embaixo e sem condi\u00e7\u00f5es de n\u00e3o ir a lugar nenhum.<\/p>\n<p>Mas a noite ainda demoraria a chegar ao seu fim. Mercedes temeu o pior, mas segurou-se. N\u00e3o tinha presenciado aguaceiro como aquele, apesar de ainda n\u00e3o ver, mas sentia. Os respingos de entre telhas a banhavam como gotas de orvalho exageradas. Tais pingos de chuva a remeteu ao tempo em que precisava ir \u00e0 escola e envolver-se t\u00e3o forte na \u00e1gua pelo corpo todo. E a lembran\u00e7a puxou-a noutra em que foi preciso deixar a escola, n\u00e3o porque quis, mas pela imposi\u00e7\u00e3o do pai. Era preciso limpar os matos a engolirem o feij\u00e3o. Era preciso encher os baldes de \u00e1gua da cisterna. Era preciso encher-se de tantas tarefas para esquecer a dor de ter deixado de estudar. Por isso cruzava com o pai no dia a dia como a um estranho nos caminhos empoeirados daquele terr\u00edvel lugar.<\/p>\n<p>Na mistura dos sons nos telhados e dos chinelos pela casa, deixava Mercedes entregue a devaneios e, ao mesmo tempo, atenta a tudo. Achava os movimentos da casa o seu mundo mais profundo. A chuva trazia, al\u00e9m dos fantasmas nas paredes, os vultos do passado. Na imagina\u00e7\u00e3o de Mercedes, receberia a todos na guarida enquanto a chuva n\u00e3o passasse: parentescos, vultos e figuras desfiguradas. Mercedes receberia todos eles, entre desconfiada e deslumbrada. Parentes como tia Andaluzia que gostava de falar alto, e certamente falaria o seu ponto de vista em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 situa\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o: \u201ca seca me d\u00e1 agonia por ter que comer carne seca e farinha. N\u00e3o tenho nada contra o gosto, mas minhas dentaduras n\u00e3o aguentam. Chuva \u00e9 sempre benvinda\u201d. Trataria logo em tirar do bolso do vestido o naco de fumo e a palha de milho. Insumos para o cigarro de cheiro maldito. N\u00e3o se importaria para o torcer de narizes dos outros. \u201cRetirem-se os incomodados. O terreiro \u00e9 o local ideal para as bestas\u201d. E continuaria a falar, sempre se referenciando \u00e0 dona da casa. Mercedes sabia quando ela falava, a cada palavra a sair da boca enxovalhada de fumo e fuma\u00e7a, o olho direito fechava. Era a forma viciosa, um tique nervoso a deixar a outra pessoa a querer lhe imitar. Pelo olho fechado a fuma\u00e7a soltava-se e enuviava aquele sentido incomum. Os gestos das m\u00e3os em jogar para uma e outra o cigarro de palha mordiscado, era outro gesto intranquilo. Tia Andaluzia n\u00e3o era normal. Espalhafatosa, apesar do corpo magro, ao chegar num ambiente tomava de conta de tudo. Os outros eram os outros.\u00a0 Foi assim, num dia qualquer do passado, que ela entrou na casa, j\u00e1 por volta da madrugada, encharcada da chuva. Foi assim, tamb\u00e9m, em outros dias quando a chuva veio t\u00e3o forte que n\u00e3o quis voltar de onde veio. \u201cO marido se ajeita\u201d. Ficou uma semana com a irm\u00e3 de roupa \u00fanica. As de baixo a irm\u00e3 precisou comprar. O cunhado foi aos solavancos, no lombo do jumento, a resmungar inj\u00farias para si, a comprar no com\u00e9rcio calcinhas para Tia Andaluzia. Mercedes e a m\u00e3e, naquele dia, n\u00e3o aguentaram de tanto rir. Queriam ver a encomenda, o tipo. Mas o pai, sob protestos aos quatro ventos, enviou a mercadoria pela vizinha. Chegou, horas depois, trazido pelo animal afogado na cacha\u00e7a.<\/p>\n<p>Outro personagem a se livrar da chuva seria Tio Nonato. Ao entrar traria na apar\u00eancia, de nota, o rente cabelo \u00e0 brilhantina. O cuidado com aquela indument\u00e1ria sempre era causa de coment\u00e1rios. Anexado pelo bigode fino, sempre penteado. Ambos os toques negros pela tinta rejuvenescedora. Traria no bolso o pente fino, guardado como rel\u00edquia, parte do corpo, parte da vida. Juntados os irm\u00e3os sob o aguaceiro e aos olhos e mente de Mercedes, a noite arrastaria diferente. Tio Nonato, certamente, comentaria sobre o cunhado ca\u00eddo para depois deix\u00e1-lo largado igual a todos. Os irm\u00e3os ficariam na cozinha a beberem garrafas de caf\u00e9 ao gosto das palavras e mem\u00f3rias elucidadas.<\/p>\n<p>Mercedes ficou no canto da porta a ouvir aquelas vozes misturadas do al\u00e9m e do presente. Em outros tempos, Tio Nonato tamb\u00e9m ficou p\u00f3s-chuva. Deixou a mulher na cidade distante e chegou sob chuva de espanto em visita \u00e0 irm\u00e3. Foi num per\u00edodo de dois dias que Tio Nonato revelou-se do\u00eddo pela paix\u00e3o do passado. Em outras visitas \u00e0 cidade de Magdaluz, h\u00e1 muito tempo, conheceu uma mulher. Trovadora, audaciosa, bonita, indecifr\u00e1vel por fim. Amor, paix\u00e3o, atra\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se sabe. O que se sabe foi o rapto da mulher casada, not\u00edcia afora. A esposa de Tio Nonato soube e aguentou e chamou a amante de rapariga, praguejou, desejou morrer, serenou. Suportou o tempo de seis meses em que o aventureiro e apaixonado cabra desnudou-se das suas responsabilidades de marido. O filho de uma \u00e9gua fugiu como o diabo foge da cruz. Fugiu como quem buscava nas carnes da outra o que n\u00e3o encontrava em casa. Voltou tempos depois ao largar a mundana quando abusou. Entregou de volta ao marido como objeto usado, e aquele tra\u00eddo a recebeu. E muito tempo depois, na \u00faltima visita \u00e0 irm\u00e3, no encharque de outra chuva, Tio Nonato mergulhou-se na cacha\u00e7a a lembrar das aventuras e de querer saber do paradeiro da aventureira.<\/p>\n<p>Foi assim a noite toda a lembran\u00e7a, a mem\u00f3ria a misturar-se com a realidade. As vozes das irm\u00e3s com a da m\u00e3e fizeram com que Mercedes confundisse o real do imagin\u00e1rio. Por\u00e9m n\u00e3o deu para confundir quando as telhas dan\u00e7aram. As telhas n\u00e3o suportaram o soprar do vento. Muitas foram arrastadas. Buracos se abriram no telhado. A chuva a continuar forte, tanto fora como dentro de casa, deixou a todas em p\u00e2nico. O pai jogado e agora molhado. Era preciso sacudi-lo. Mas antes as irm\u00e3s e a m\u00e3e trataram de aparar o aguaceiro; cobrir os parcos m\u00f3veis; de vassouras e rodos a puxar o excesso. O pai era um m\u00f3vel-im\u00f3vel que podia inundar-se, por enquanto. Todas se molharam. O cuidado estava tamb\u00e9m em Helena. O cuidado estava nas lou\u00e7as e na \u00faltima feira do m\u00eas. Helena se salvou, mas a feira foi de porta a fora. A mistura aguou. A m\u00e3e quis ir atr\u00e1s, mas foi impedida pelas filhas. Todas as roupas molhadas, grande parte dos m\u00f3veis. Quando o pai foi arrastado pela leveza do \u00e1lcool, a m\u00e3e atirou-se para impedi-lo. Foi ent\u00e3o que as irm\u00e3s notaram o grande amor da m\u00e3e pelo pai. E nessa divis\u00e3o de \u00e1gua entre os pais e as filhas, Mercedes, a mais velha, sentiu o quanto as suas mem\u00f3rias misturariam com as suas alucina\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong><em>Anchieta Mendes (Escritor)<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O c\u00e9u nublado, \u00e1rvores secas e esquel\u00e9ticas ornamentavam os arredores da casa antiga. Mercedes pisoteando os escombros foi at\u00e9 a janela lateral. Esta esquadrinhava o vasto mato de cores cinza. Recostou-se no peitoral e quando se voltou o passado veio claro. Mercedes viu o pai, naquele dia, chegar b\u00eabado. O rosto avermelhado, a voz travada. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1153,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-1238","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-contos"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/sescpiaui.com.br\/escreversemfronteiras\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1238","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/sescpiaui.com.br\/escreversemfronteiras\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/sescpiaui.com.br\/escreversemfronteiras\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sescpiaui.com.br\/escreversemfronteiras\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sescpiaui.com.br\/escreversemfronteiras\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1238"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/sescpiaui.com.br\/escreversemfronteiras\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1238\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1240,"href":"http:\/\/sescpiaui.com.br\/escreversemfronteiras\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1238\/revisions\/1240"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sescpiaui.com.br\/escreversemfronteiras\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1153"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/sescpiaui.com.br\/escreversemfronteiras\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1238"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/sescpiaui.com.br\/escreversemfronteiras\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1238"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/sescpiaui.com.br\/escreversemfronteiras\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1238"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}