{"id":1218,"date":"2022-11-04T09:37:06","date_gmt":"2022-11-04T12:37:06","guid":{"rendered":"http:\/\/sescpiaui.com.br\/escreversemfronteiras\/?p=1218"},"modified":"2022-11-17T10:39:51","modified_gmt":"2022-11-17T13:39:51","slug":"macunaima-simplicio-dias-e-a-pedra-do-sal-por-pedro-hoffman","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sescpiaui.com.br\/escreversemfronteiras\/index.php\/2022\/11\/04\/macunaima-simplicio-dias-e-a-pedra-do-sal-por-pedro-hoffman\/","title":{"rendered":"Macuna\u00edma, Simpl\u00edcio Dias e a Pedra do Sal, por Pedro Hoffman."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\">\n<p><a href=\"http:\/\/sescpiaui.com.br\/escreversemfronteiras\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/maquina-de-escrever-velha-em-um-desktop-com-rosas-brancas_1104-70.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1153 aligncenter\" src=\"http:\/\/sescpiaui.com.br\/escreversemfronteiras\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/maquina-de-escrever-velha-em-um-desktop-com-rosas-brancas_1104-70-300x174.jpg\" alt=\"\" width=\"388\" height=\"226\" srcset=\"http:\/\/sescpiaui.com.br\/escreversemfronteiras\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/maquina-de-escrever-velha-em-um-desktop-com-rosas-brancas_1104-70-300x174.jpg 300w, http:\/\/sescpiaui.com.br\/escreversemfronteiras\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/maquina-de-escrever-velha-em-um-desktop-com-rosas-brancas_1104-70.jpg 626w\" sizes=\"auto, (max-width: 388px) 100vw, 388px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Macuna\u00edma, her\u00f3i de nossa gente, nascido no fundo do mato-virgem, no seio da tribo Tapanhumas, \u00e0s margens do Uraricoera, era uma crian\u00e7a feia, t\u00e3o feia que diminuiu o tamanho do dia, e o sil\u00eancio foi t\u00e3o grande que s\u00f3 se ouvia o rugido do Uraricoera, saudando a crian\u00e7a chamada Macuna\u00edma.<br \/>\nPassou mais de seis anos sem falar. Quando falou, s\u00f3 sabia dizer \u201cAi! que pregui\u00e7a\u201d, e nada mais se ouvia. Num dia em que deram a ele \u00e1gua de chocalho, principiou falando e n\u00e3o parou mais. Passava os dias trepado no jirau de pixa\u00faba, observando o trabalho dos manos Maanape e Jigu\u00ea. Maanape j\u00e1 velhinho e Jigu\u00ea na for\u00e7a do homem. Sua feita preferida era decepar cabe\u00e7a e sa\u00fava e banhar nu no rio com a fam\u00edlia, porque passava o tempo mergulhando e passando a m\u00e3o nas gra\u00e7as das cunhat\u00e3s, que se afastavam gritando gozado. Macuna\u00edma, o her\u00f3i, dizia que eram os guaimuns que habitavam no rio e queriam entrar pelos buracos das mo\u00e7as para habitarem no corpo delas. As mulheres da tribo diziam que \u201cespinho que pinica, de pequeno j\u00e1 traz ponta\u201d.<br \/>\nQuando queria passear no mato, chamava Sofar\u00e1, que era bem mo\u00e7a e companheira do mano Jigu\u00ea, e os dois brincavam no mato e depois ficavam rindo um para o outro. J\u00e1 cansados de tanto brincar, Sofar\u00e1 botou o her\u00f3i nas costas e principiou andando. Nem bem distanciou o passo, cansou de carregar Macuna\u00edma e o colocou no ch\u00e3o. Por\u00e9m, assim que deitou o pi\u00e1 nas tiriricas, taj\u00e1s e trapoerabas da serrapilheira, o her\u00f3i, num \u00e1timo, ganhou corpo e ficou um pr\u00edncipe lindo, loiro e com olhos azuis. Voltaram outras vezes e brincaram por l\u00e1 muito, depois ficavam catando os carrapatos um do outro. Jigu\u00ea nem desconfiava, pois era bobo.<br \/>\nTempos depois, Macuna\u00edma, o her\u00f3i, casou com Ci, M\u00e3e do Mato. A cunh\u00e3 era linda com o corpo chupado pelas carapan\u00e3s, colorido com jenipapo. Quando Macuna\u00edma brincou com Ci pela primeira vez, vieram ent\u00e3o muitas jandaias, muitas araras vermelhas, tuins, coricas periquitos, muitos papagaios saudar Macuna\u00edma, o novo Imperador do Mato-Virgem. O her\u00f3i imperou sobre os matos misteriosos dos cerros da Venezuela, enquanto a M\u00e3e do Mato comandava as mulheres guerreiras empunhando txaras de tr\u00eas pontas.<br \/>\nNem bem seis meses se passaram ap\u00f3s o casamento e Ci pariu um filho de cabe\u00e7a chata. Mas uma noite a ave rasga-mortalha pousou na maloca onde dormiam Macuna\u00edma, Ci, Jigu\u00ea, Maanape e a crian\u00e7a para agourar a sorte de todos. A rasga-mortalha soltou um grito rasgado t\u00e3o sombrio que Macuna\u00edma estremeceu, pois sabia que quando a ave rasga-mortalha rasgava seu grito em riba duma maloca era porque algu\u00e9m de l\u00e1 iria morrer. N\u00e3o deu outra feita. Dois dias depois o pi\u00e1 morreu e Macuna\u00edma ficou inconsol\u00e1vel, pois a cria era fruto do primeiro amor verdadeiro do her\u00f3i por uma cunh\u00e3. Macuna\u00edma chorou que mais chorou, foi tanto o choro de Macuna\u00edma que toda a floresta e todo o c\u00e9u choraram com ele, escurecendo o tempo e caindo uma chuva fria, que lavou o corpo do pi\u00e1 e tirou os carrapatos, pulgas, formigas e carapan\u00e3s.<br \/>\nMaanape, vendo que o choro do mano era infinito, virou o corpo do menino numa pedra muiraquit\u00e3 e deu a Macuna\u00edma. Maanape era feiticeiro. Assim, o her\u00f3i poderia andar sempre com o corpo de seu filho junto de seu peito. Macuna\u00edma tratou logo de catar um cip\u00f3 e fazer um colar para pendurar a pedra muiraquit\u00e3, corpo de sua cria com Ci, M\u00e3e do Mato.<br \/>\nUma feita em que Macuna\u00edma ca\u00e7ava uma anta para levar at\u00e9 a cabana e comer com os manos e Ci, cruzou caminho com o monstro Piririgu\u00e1, que queria comer o her\u00f3i. Piririgu\u00e1 era comedor de \u00edndio e tinha na cabe\u00e7a muitos espinhos. Por isso hoje \u00e9 que se diz que menino que faz topete nos cabelos fica parecendo um piririgu\u00e1.<br \/>\nMacuna\u00edma tratou logo de empreitar carreira para n\u00e3o virar comida do monstro. Correu que mais correu, cruzando os estados do Amazonas e Par\u00e1. O monstro vinha que vinha no rastro do her\u00f3i, babando lodo. A carreira de Macuna\u00edma continuou e ele cruzou os estados de Tocantins e Maranh\u00e3o, j\u00e1 muito fatigado. Olhou para tr\u00e1s e o monstro Piririgu\u00e1 na cola de Macuna\u00edma. Foi a\u00ed que o her\u00f3i se lembrou de virar num p\u00e9 de saratimb\u00e1 que afasta Piririgu\u00e1, e assim fez. Quando o her\u00f3i virou no p\u00e9 de saratimb\u00e1 que afasta Piririgu\u00e1, a muiraquit\u00e3 sacou do colar e caiu no ch\u00e3o, longe da planta que era Macuna\u00edma disfar\u00e7ado. O monstro se aproximou e n\u00e3o viu mais o rastro do her\u00f3i, mas encontrou a muiraquit\u00e3, catou e atirou longe, h\u00e1 l\u00e9guas e l\u00e9guas de dist\u00e2ncia. Como deu vista do p\u00e9 de saratimb\u00e1 que afasta piririgu\u00e1, o monstro saiu jogando praga em Macuna\u00edma.<br \/>\nAp\u00f3s voltar a ser gente, Macuna\u00edma deu por falta da muiraquit\u00e3 e gritou alto, balan\u00e7ando as folhas dos ip\u00eas e eucaliptos e assustando papagaios, periquitos, tucanos, jandaias, tuins, uirapurus, todas essas aves. No Amazonas, Ci e os manos ouviram o grito do her\u00f3i e embrenharam no mato numa carreira medonha seguindo o grito de Macuna\u00edma. Alcan\u00e7aram o her\u00f3i chorando no Maranh\u00e3o porque havia perdido a muiraquit\u00e3, que era o corpo de seu filho. Ap\u00f3s contar o ocorrido, os outros se sarapantaram com o fato e consolaram o her\u00f3i. Maanape, ent\u00e3o, virou uma flor de ip\u00ea numa lacraia muito s\u00e1bia e vidente, que contou a Macuna\u00edma que sua muiraquit\u00e3 preciosa havia parado nas terras o Piauhy, nas m\u00e3os de um rico fazendeiro de nome Simpl\u00edcio Dias da Silva, no lugar Villa de S\u00e3o Jo\u00e3o da Parnahyba. Maanape era feiticeiro.<br \/>\nAp\u00f3s saber o paradeiro de sua pedra muiraquit\u00e3, Macuna\u00edma seguiu com Ci e deixou os manos Maanape e Jigu\u00ea para tr\u00e1s, que voltaram para a beira do Uraricoera. Ci e o hero\u00ed correram l\u00e9guas e l\u00e9guas at\u00e9 as terras do lugar chamado Vila de S\u00e3o Jo\u00e3o da Parnahyba, no Piauhy. Macuna\u00edma jurou a Ci que recuperaria a muiraquit\u00e3 a qualquer feita e procurou informa\u00e7\u00f5es sobre o tal Simpl\u00edcio. Ao chegar na Rua Grande, o her\u00f3i avistou um enorme casar\u00e3o, o maior e mais bonito da Parnahyba. Como o fazendeiro achador de muiraquit\u00e3 era muito rico, Macuna\u00edma logo desconfiou que aquela poderia ser a casa do tal Simpl\u00edcio. Procurou se informar pelas redondezas e confirmou sua suspeita. Aquela era mesmo a casa onde estava sua muiraquit\u00e3, que era seu filho.<br \/>\nA feita que se sucedeu foi que o her\u00f3i bateu na porta da casa grande e chamou o fazendeiro. Quando ele apareceu, Macuna\u00edma se sarapantou, porque o homem era invocado e disse que j\u00e1 sabia que o her\u00f3i tentaria reaver a muiraquit\u00e3, pois havia sido informado por uma piaba muito simp\u00e1tica e vidente que pulou fora do Igara\u00e7u e caiu em sua casa, contando tudo sobre o her\u00f3i e tamb\u00e9m a hist\u00f3ria da pedra muiraquit\u00e3 de Macuna\u00edma. Ao ouvir a fala de Simpl\u00edcio, o her\u00f3i pensou que ele fosse devolver a pedra, mas ele disse a Macuna\u00edma que n\u00e3o devolveria, n\u00e3o, e que se her\u00f3i n\u00e3o fosse embora, mataria ele de coque na cabe\u00e7a at\u00e9 fazer galo. Macuna\u00edma disse que iria recuperar sua muiraquit\u00e3 e que queria briga, por isso deu o primeiro coque no coco do fazendeiro, que exclamou \u201cAi, diacho!\u201d e ficou furioso.<br \/>\nMacuna\u00edma aproveitou a situa\u00e7\u00e3o e deu um pux\u00e3o na pedra muiraquit\u00e3, que estava pendurada no pesco\u00e7o do fazendeiro com um colar muito bonito de ouro. O her\u00f3i arrancou a pedra e empreitou na carreira, nadando pelo Igara\u00e7u e chegando do outro lado, por entre as carna\u00fabas. O fazendeiro vinha que vinha na cola do her\u00f3i, com a cabe\u00e7a pendendo para um lado por causa do peso do galo feito pelo coque dado por Macuna\u00edma. Os dois correram que mais correram e Simpl\u00edcio Dias sempre na cola do her\u00f3i, bufando de raiva. O medo de Macuna\u00edma foi t\u00e3o grande que n\u00e3o percebeu que Ci tamb\u00e9m corria ao lado dele. Cia era a M\u00e3e do Mato.<br \/>\nCorreram tanto que deram numa enorme faixa de areia bem alva, com uma ventania danada de forte. No caminho, Simpl\u00edcio Dias da Silva arrancou do ch\u00e3o uma carna\u00faba inteira e atirou na dire\u00e7\u00e3o do her\u00f3i, que foi atingido bem no espinha\u00e7o e rolou no ch\u00e3o, exclamando \u201cUi, minhas costas!\u201d.<br \/>\nCansado de correr, Macuna\u00edma resolveu enfrentar o fazendeiro e esperou que ele se aproximasse. A pedra muiraquit\u00e3 j\u00e1 estava de novo no pesco\u00e7o do her\u00f3i, amarrada por um tran\u00e7ado de palha de carna\u00faba que Ci fez enquanto corria. Enquanto o inimigo se aproximava, Macuna\u00edma pegou a carna\u00faba que o fazendeiro havia jogado nele, fez uma ponta e estava preparado para furar bucho. N\u00e3o precisou, pois Quando Simpl\u00edcio Dias se aproximou, a pedra muiraquit\u00e3 se desprendeu do colo de Macuna\u00edma e ficou num brilho t\u00e3o intenso que cegou o fazendeiro e fez com que ele topasse numa pedra que havia na areia e ca\u00edsse bem em cima da lan\u00e7a de carna\u00faba feita pelo her\u00f3i.<br \/>\nMacuna\u00edma se sarapantou com aquela feita da muiraquit\u00e3 e correu para o outro lado, se separando de Ci. Com o brilho da muiraquit\u00e3, uma chuva de enormes pedras cinzas come\u00e7ou a cair do c\u00e9u e cobrir uma parte da extensa faixa de areia. As pedras eram t\u00e3o grandes que Macuna\u00edma, o her\u00f3i, pensou que eram os planetas e as estrelas que estavam descendo para ajud\u00e1-lo a derrotar o fazendeiro Simpl\u00edcio Dias ladr\u00e3o de muiraquit\u00e3 dos outros. Mas ele j\u00e1 estava estendido debaixo de alguma pedra gigante. Uma delas tamb\u00e9m caiu sobre Macuna\u00edma e outra sobre Ci.<br \/>\nDebaixo das pedras, j\u00e1 bastante mo\u00eddo e s\u00f3 pensando numa rede, Macuna\u00edma s\u00f3 conseguia ver a muiraquit\u00e3 ainda brilhando na areia e percebeu que seu corpo tamb\u00e9m brilhava e se desfazia. O her\u00f3i ficou admirado. Ent\u00e3o, Macuna\u00edma e Ci viraram em enormes \u00e1guas salgadas que passaram a banhar a areia branca onde estavam e o lugar se transformou numa bela praia, cercada pelas pedras gigantes que ca\u00edram do c\u00e9u com a magia da muiraquit\u00e3 que era o filho de Macuna\u00edma.<br \/>\nDe um lado, Ci, tranquila, pra l\u00e1 e pra c\u00e1 com sua calmaria e suas ondas mansas sabendo que Macuna\u00edma, o her\u00f3i, vingou o roubo da muiraquit\u00e3 que era seu filho e que agora os dois, Ci e o her\u00f3i, eram \u00e1guas que seriam habitadas por muitos peixes. Ci era o lado manso da praia, com \u00e1guas calmas.<br \/>\nDo outro lado, Macuna\u00edma, bravo, com suas \u00e1guas agitadas pra l\u00e1 e pra c\u00e1, com suas ondas gigantes e furiosas batendo sem d\u00f3 nas pedras cinzas sobre o corpo de Simpl\u00edcio Dias, ainda n\u00e3o satisfeito do coque lhe dera no quengo e do tombo que a muiraquit\u00e3 fez ele levar sobre a ponta do tronco de carna\u00faba. Batia que mais batia, com for\u00e7a, que as \u00e1guas chegavam a banhar as pedras, como que quisesse bater mais no fazendeiro. Macuna\u00edma era o lado bravo da praia. Por isso que se diz, hoje, que esta praia tem um lado manso e um lado bravo.<br \/>\nDesta feita \u00e9 que surgiu a praia da Pedra do Sal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Macuna\u00edma, her\u00f3i de nossa gente, nascido no fundo do mato-virgem, no seio da tribo Tapanhumas, \u00e0s margens do Uraricoera, era uma crian\u00e7a feia, t\u00e3o feia que diminuiu o tamanho do dia, e o sil\u00eancio foi t\u00e3o grande que s\u00f3 se ouvia o rugido do Uraricoera, saudando a crian\u00e7a chamada Macuna\u00edma. 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